Relatório e Contas 2025

Um futuro positivo para a floresta
6.º relatório de progresso
Políticas, compromissos e progresso

Carne bovina

Os nossos produtos de Marca Própria e perecíveis que contêm carne bovina estão alinhados com o Elemento 1 do roadmap da FPCoA para esta matéria-prima. O nosso compromisso é garantir que a carne bovina presente nos nossos produtos de Marca Própria e perecíveis não está associada nem à desflorestação nem à conversão de ecossistemas de AVC. Assumimos as diferentes datas-limite alinhadas com os acordos setoriais que existem, como é o caso das datas-limite para a desflorestação legal da carne bovina da Amazónia. Para qualquer região do Brasil, a data-limite para desflorestação e conversão ilegais é, no máximo, 1 de agosto de 2008; para desflorestação e conversão zero a data-limite é, no máximo, 1 de agosto de 2020.

Vacas a pastar numa vasta paisagem com algumas colinas ao fundo (foto)

Status DCF do consumo de carne bovina (2025)

Status DCF do consumo de carne bovina (2025) (gráfico circular)

Pretendemos aumentar a rastreabilidade da carne bovina com o intuito de identificar a sua origem e garantir que a mesma é sustentável – sobretudo nos países com risco de desflorestação. Nesses casos, incentivamos os nossos fornecedores a adotar políticas e compromissos que estejam alinhados com os princípios da FPCoA, especialmente para a prevenção da desflorestação e proteção dos ecossistemas. Comprometemo-nos igualmente a garantir que 100% da carne de bovino presente nos nossos produtos de Marca Própria e perecíveis seja rastreável, pelo menos até ao país de origem e, sempre que o risco não seja negligenciável, plenamente rastreável até à exploração de produção.

Progresso em 2025

Em 2025, 100% do nosso consumo de carne de bovino nos produtos de Marca Própria e perecíveis – incluindo miudezas, couro e sebo – totalizou 40.895 toneladas. Tal como no ano anterior, conseguimos rastrear a totalidade da carne de bovino pelo menos até ao país de origem, o que nos permitiu determinar que cerca de 4% do nosso consumo teve origem em países onde o risco de desflorestação associado à produção de carne de bovino é não negligenciável, de acordo com as orientações do CGF.

Apesar de a nossa exposição a este ingrediente ser muito limitada, continuamos a participar ativamente no grupo de trabalho da FPCoA dedicado à carne de bovino, colaborando com os fornecedores e promovendo a partilha de informação ao longo da cadeia de abastecimento, em particular entre os nossos fornecedores diretos e os matadouros localizados em países com risco não negligenciável, de forma a incentivar a adoção de práticas de produção mais sustentáveis.

Dado que os países de risco negligenciável são considerados livres de desflorestação e da conversão de ecossistemas com Alto Valor de Conservação, estimamos que 96% (39.105 toneladas) do nosso consumo de carne de bovino está classificado como DCF.

Considerando o nosso consumo total em cadeias de abastecimento diretas (39.347 toneladas) e complexas (1.548 toneladas), verifica-se que:

  • nas cadeias de abastecimento diretas, 95% (37.566 toneladas) cumprem os critérios DCF;

  • nas cadeias de abastecimento complexas, 99% (1.539 toneladas) dos volumes estão alinhados com os nossos pressupostos DCF.

Envolvimento com fornecedores e traders

Comunicámos as nossas políticas, compromissos e progressos no combate à desflorestação, à conversão de ecossistemas com AVC e à violação dos direitos humanos – em linha com a FPCoA – a todos os fornecedores de carne bovina, sensibilizando-os para assumirem os mesmos compromissos nas suas operações. Esta comunicação foi reforçada junto de todos os fornecedores de carne bovina proveniente de países de risco, nomeadamente o Brasil, e de outras origens da América do Sul, como a Argentina e o Paraguai.

Uma vaca adulta com um bezerro num campo (foto)

Em 2025, identificámos as políticas de combate à desflorestação dos nossos principais fornecedores e verificámos se detinham mecanismos de controlo da desflorestação e conversão – incluindo datas-limite e sistemas adequados de rastreabilidade dos seus fornecedores diretos e indiretos.

Mapeámos também o nosso consumo deste ingrediente proveniente da Argentina e do Paraguai até ao nível do matadouro. Para a carne de bovino com origem no Brasil, foi solicitado aos fornecedores e meatpackers que indicassem se dispõem de um sistema de controlo de compras de carne de bovino, como especificado no Protocolo de Monitoramento de Fornecedores de Gado da Amazónia e no Protocolo de Monitoramento Voluntário de Fornecedores de Gado no Cerrado, e se o mesmo se estendia aos seus fornecedores indiretos.

Os principais meatpackers responsáveis pelo nosso consumo de carne de bovino foram avaliados pelo CDP. Em 2025, os matadouros classificados com A no programa Florestas representaram 30% do nosso consumo. Os classificados com A- corresponderam a 1%, enquanto 55% foram classificados com B. Cerca de 15% não foram avaliados.

Todos os meatpackers da nossa cadeia de abastecimento com operações no Brasil foram informados sobre o roadmap para a carne de bovino da FPCoA e do Guidance for Forest Positive Suppliers of Cattle Derived Products.

Em 2025, os nossos fornecedores diretos foram convidados para dois encontros sobre a temática do Regulamento da UE sobre Produtos Livres de desflorestação (EUDR) onde foi abordada a problemática da desflorestação associada a esta commodity.

Em 2026, continuaremos a trabalhar em conjunto com os nossos fornecedores de carne bovina proveniente do Brasil, com o objetivo de fortalecer sinergias e promover a comunicação entre os fornecedores diretos e os meatpackers.

Bens perecíveis
Produtos com um prazo de validade limitado e que requerem um armazenamento adequado para evitar que se estraguem, por exemplo, frutas frescas, vegetais, alimentos prontos a consumir, carne e peixe vendidos ao balcão e produtos lácteos.
Desflorestação
O desbravamento extenso de florestas. Isto pode acontecer por várias razões, como a criação de terras agrícolas para culturas e gado, a extração de madeira e o desenvolvimento de infraestruturas como estradas e zonas urbanas.

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